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Energia Eólica: seu início no Brasil

3 de março de 2017   publicado por: douto

A primeira turbina eólica instalada, em 1992, no Brasil foi em Fernando de Noronha (PE), com 23 metros de altura. Em 1994, houve a instalação de uma Central Eólica experimental no Estado de Minas Gerais, mais precisamente em Gouveia, com cerca 30 metros de altura.

Sobre essa instalação, Pinto (2013, p.272) afirma:

“Um ano importante para as energias renováveis e para o Brasil foi 1992. Esse ano é marcado pela Eco-92 e também pela primeira turbina eólica instalada no país (e na América do Sul) em julho daquele ano, no arquipélago de Fernando de Noronha, com gerador assíncrono trifásico de 75kW de potência, torre treliçada de 23 m, 17 m de diâmetro de rotor e sistema de controle por estol passivo. Na época de sua instalação, respondia por até 10 % da energia gerada no arquipélago.”

Em 1994, foi instalada a primeira usina eólica conectada ao sistema elétrico integrado. Esse trabalho pioneiro no Brasil foi realizado pela CEMIG, no município de Gouveia (MG), na chamada Usina Eólico-Elétrica Morro do Camelinho. Essa usina possui 04 geradores com capacidade de 250kw cada.

Arquivo do Autor A Presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Melo, afirma que:

” O mercado de energia eólica começou a ganhar força em meados de 2009, quando foram vendidos 2gigawatts de energia nos leilões. Nos dois anos seguintes, esse volume passou para 3 e 4 gigawatts graças ao barateamento do preço. Em 2014, a meta é chegar a 7gigawatts de energia contratada. (ABEEólica, 2013, on line).”

Senise e Muller (apud BRAGA FILHO, 2011, p.195) afirmam que:

“Foi só a partir de 2002, quando da criação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA – Lei Nº 10.438, de 26.4.2002) no âmbito do Ministério de Minas e Energia, que a produção de energia eólica começou a crescer. Este programa, voltado à diversificação da matriz energética no país, tem como objetivo aumentar a participação de energia elétrica proveniente das fontes eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas no Sistema Elétrico Interligado Nacional (SIN). Assim, empreendimentos de energia eólica recebem, pelo PROINFA, uma série de incentivos para investir nesse tipo de geração de energia.”

Sobre a realidade brasileira, Veiga (2012, p.122) afirma:

“O Brasil tem vivenciado uma explosão do interesse pela energia eólica, tendo saltado de apenas alguns projetos demonstrativos, que não somavam 30 MW em 2005, para uma capacidade instalada superior a 1 mil MW em meados de 2011, e com a perspectiva de superar a marca dos 7 GW em 2014, em função do que já foi negociado nos leilões que ocorreram entre 2009 e 2011.”

Atualmente, existem diversos estudos com valores diferentes acerca do potencial eólico brasileiro. Até pouco tempo atrás estudos indicavam que o potencial brasileiro era de 20.000MW, mas os estudos atuais afirmam que o potencial do nosso país gira em torno de 60.000MW.

No Informativo da Empresa Mercurius(2012) está expresso que o potencial eólico brasileiro é de cerca de 300 GW, e a meta do Governo Federal é que, até 2020, o país instale 20 GW de energia eólica, num crescimento de 2000 MW ao ano.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEOLICA), Pedro Perrelli (apud ÁVILA, 2012, on line), afirmou:

“O Brasil ultrapassou a marca dos 1GW em 2011 e tem encaminhados mais 7.000MW para serem instalados até o fim de 2016. O setor elétrico brasileiro está atraindo investimentos significantes, facilitados por políticas do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Porém uma nova estrutura legal com regras claras para o futuro será necessária para garantir o ritmo de crescimento.

O crescente aumento do número de pesquisas e estudos comprova o aumento do interesse sobre a exploração desse bem ambiental no Brasil. Os primeiros estudos foram realizados na Região do Nordeste brasileiro.

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