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Autoconsumo Remoto de Energia Renovável

3 de março de 2017   publicado por: douto

Autoconsumo remoto foi uma das novidades mais interessantes da Resolução 687/15 da ANEEL, que alterou a Resolução 482/12, sendo essa a possibilidade de geração de energia em local diferente da sede da unidade consumidora, ou melhor, da unidade que vai se creditar da energia gerada remotamente.

Autoconsumo remoto, conforme definição da Resolução,  é caracterizado por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma Pessoa Jurídica, incluídas matriz e filial, ou Pessoa Física que possua unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras, dentro da mesma área de concessão ou permissão, nas quais a energia excedente será compensada. Microgeração e minigeração já tiveram seus conceitos explicados em posts anteriores.

Os créditos gerados no local da instalação podem ser utilizados para a compensação do consumo de lojas, escritórios, casas, apartamentos, lojas em Shopping Centers, hospitais, enfim, em qualquer local onde não seja possível realizar a instalação dos módulos fotovoltaicos. Mesmos sendo possível a instalação de módulos fotovoltaicos, o empreendedor pode optar por colocá-los em locais distintos.

Através dessa Resolução, o prazo para o uso dos créditos da energia gerada passou de 36 para 60 meses, ou seja, a unidade que se creditar tem até 60 meses para usar a energia excedente.

Há a obrigatoriedade de que a unidade geradora e credora estejam cadastradas no mesmo CPF ou CNPJ.

Por exemplo: uma casa no centro de uma grande cidade pode se creditar da energia gerada numa fazenda ou num sítio que fica bem distante, contudo ambos os imóveis devem estar na mesma área de concessão.

Após inúmeras reuniões com fornecedores de equipamentos, engenheiros, investidores, funcionários de concessionárias, podemos elencar várias vantagens na geração de energia em local distinto da sede do credor da energia gerada, senão vejamos:

  • possibilidade de aproveitamento de terrenos que estão sem nenhuma utilização ou subaproveitados (esse aproveitamento, no Nordeste brasileiro, por exemplo, é uma ótima oportunidade de desenvolvimento do sertão);
  • possibilidade de se usar terrenos mais baratos;
  • possibilidade de gerar energia sem ocupação de telhados ou espaços no interior de imóveis que poderão ser utilizados de outras maneiras;
  • em caso de venda da unidade credora de energia, não há necessidade de remoção de placas fotovoltaicas ou quaisquer equipamentos;
  • possibilidade de geração de emprego e renda em lugares sem perspectiva de desenvolvimento.

O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. A partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.Autoconsumo remoto, realmente, é um dos aspectos mais interessantes criados pela Resolução 687/15 da ANEEL.

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